Vítor Lopes Henriques nasceu em 1947 e é o que se pode apelidar de um ceramista da velha escola. Ainda miúdo já brincava com o barro em casa familiar.
Aos 14 anos foi trabalhar para a Secla, uma das mais modernas fábricas de cerâmica das Caldas, onde esteve de 1961 a 1972, desempenhando as funções de Formista Moldista e depois de Encarregado de Secção. Trabalhou depois na Fábrica de Faiança Bordallo Pinheiro (1972-1992), F. A. Santos, Otecer e outras fábricas caldenses. Foi formador no CENCAL (1992-1993) na ação de formação para Técnico Industrial de Cerâmica – Madres e Moldes.
É sócio-fundador da Confraria do Priapo e reconhecido criador de artefactos fálicos — as famosas “malandrices” das Caldas. Ganhou o 1.º Prémio da Mostra Paródica e o 3.º Prémio no Concurso Calditas. Além das malandrices, cria caricaturas de figuras públicas e Zés Povinho dos mais variados tamanhos, trabalhando em faiança.
Atualmente mantém a sua oficina no Caldas Empreende, onde continua a desenvolver a sua arte.