Filipe Faleiro é um jovem ceramista que cedo despertou para as artes, fruto da curiosidade e criatividade estimuladas pela família.

Filipe nasce em 1/2/92, em Lisboa. Em 2016, matricula-se no CENCAL, nas Caldas da Rainha, onde tira o curso de “Cerâmica Criativa”. Desde então, tem desenvolvido um intenso e estimulante percurso autodidata, baseado na experimentação de barros e de técnicas de conformação. Em 2018 cria o seu atelier, onde produz a sua obra nos intervalos de trabalhos esporádicos que lhe são encomendados.

Quando olhamos em redor, é impossível que não nos surja no rosto uma expressão de espanto, talvez condizente com uma qualquer das faces trabalhadas por Filipe.

A base trabalho deste artista é a figura humana, animal e a esfera, sendo os sentimentos e as emoções o tema principal. Começa por fazer máscaras, a cuja coleção – num total de 108, em porcelana – chama “A Expressão”, com as quais participa em 2018 na exposição do Caldas Late Night. Depois dessa fase, evolui para as esferas, tendo cada uma dois rostos com expressões contraditórias, ou homólogas. São surpreendentes as faces destas esferas que, feitas num material inerte, ganham vida pela expressividade que lhes é conferida pelas mãos do artista.

Cada peça é única tanto na sua volumetria como no material de que é feita. Filipe mistura grés com porcelana e cada peça tem a sua própria pasta sendo algumas pintadas com engobes vitrificáveis. Estas caras, algumas prazenteiras, outras irritadas, zangadas ou assustadoras são assexuadas, o que as torna ainda mais misteriosas. Todas as suas peças, enquanto peças de autor, são únicas, sendo estas o diário das suas memórias, reflexões e sensações.

O artista, cria um tema e aprofunda-o em várias peças, cruzando linguagens, numa continuidade que não compromete o todo. A falta de simetria permite-lhe criar ritmos, movimentos e sensações chocantes. As suas coleções contam a história dos seus olhares do mundo.

Filipe Faleiro já expôs em 2018 na Exposição da Casa dos Barcos, no Caldas Late Night e na Toca da Onça. Em 2019, no Caldas Late Night e também na Toca da Onça.

Tem uma peça como obra pública instalada na receção da antiga Casa da Convalescença no Hospital Termal – peça de uma marcada simbologia, metade vermelha, rosto zangado com a doença e metade azul, rosto bem-disposto, saudável.

As peças de Filipe Faleiro são vendidas pela internet ou no seu atelier.


Morada: Rua Maestro Armando Escoto, nº 8, 2500-230 Caldas da Rainha

Telefone: 915 946 660

Email: filipefaleiro@essmario.net

Horário: 8h às 22h